Os pés na grama verde,
o lago logo a frente, a
brisa que brinca contente.
O cheiro de alecrim.
O cheiro do manjericão.
O céu explodindo de azul
e o querido sol fortalecendo
em toda sua plenitude alguns
corações.
Cores, cheiros alguns sabores
adocicados na memória inquieta
na saudade esperta e na paciência
bondosa.
Apenas alguém que precisa dizer algumas palavras... Necessidade de leitores? Talvez não... fiquem a vontade...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
A respiração a dias esta inquieta...
Indecisa entre o céu e a terra...
As entranhas, revirando e revirando,
formando um tipo de daça circular
dentro daquele ser que já não consegue
se levantar.
Foi consumido por todas aquelas sensações
que se perdem entre delicias e delírios.
A lua a dias não me deixa respirar...
Simplesmente me invade com seu brilho
deixando um gosto tão bom que me
faz viciar, me faz leve e rasgada de sensações
de sentimentos imprecisos. E, ao mesmo tempo
que meu corpo é invadido e se deixa dançar, ele
se guarda em sua pequena caixa de pandora pois
o amor quando rapido chega e acerta em cheio, é como uma
flecha penetrando a carne, arde e machuca, amedronta os olhos
que vêem aquele liquido espeço escorrendo pelo corpo e pela
terra invadindo o universo.
Indecisa entre o céu e a terra...
As entranhas, revirando e revirando,
formando um tipo de daça circular
dentro daquele ser que já não consegue
se levantar.
Foi consumido por todas aquelas sensações
que se perdem entre delicias e delírios.
A lua a dias não me deixa respirar...
Simplesmente me invade com seu brilho
deixando um gosto tão bom que me
faz viciar, me faz leve e rasgada de sensações
de sentimentos imprecisos. E, ao mesmo tempo
que meu corpo é invadido e se deixa dançar, ele
se guarda em sua pequena caixa de pandora pois
o amor quando rapido chega e acerta em cheio, é como uma
flecha penetrando a carne, arde e machuca, amedronta os olhos
que vêem aquele liquido espeço escorrendo pelo corpo e pela
terra invadindo o universo.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Sombras invadem, se formam nas entranhas labirínticas de mim...
meus movimentos não conseguem mais parar de
se mexer num ritmo em que
já não posso mais controlar ou talvez nunca ouve
um controle, ou talvez nos controlamos, nos seguramos
de mais...
Se hoje essa dança de braços livres e braços presos
se coloca num ritmo frenético é porque
dancei, corri, pulei e toquei aquelas placas
de ruas sofridas que mais uma vez vai ficar
apenas guardado em algumas memórias...
meus movimentos não conseguem mais parar de
se mexer num ritmo em que
já não posso mais controlar ou talvez nunca ouve
um controle, ou talvez nos controlamos, nos seguramos
de mais...
Se hoje essa dança de braços livres e braços presos
se coloca num ritmo frenético é porque
dancei, corri, pulei e toquei aquelas placas
de ruas sofridas que mais uma vez vai ficar
apenas guardado em algumas memórias...
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Quero outras fendas pra poder me encontrar,
me esconder.
Será que eu devo gritar?
Será que eu devo me calar?
Será que seria melhor parar de pensar?
Será que seria melhor parar pra pensar melhor?
Quero seguir o caminho da desconstrução. Já
conheço esses movimentos, já se integraram
no meu corpo. Por isso quero desconstruir, criar a partir
desses... mas como posso? Como ignorar essas
sensações, esses medos e desejos que surgem
com os movimentos? Como mudar? Como criar
a partir sem sentir?
Sem deixar com o que me move cresça?
Acho que quero gritar sim.
Acho que também devo me calar, talvez um
grito de silêncio.
Sim um grito de silêncio para que assim eu
possa encontrar uma pequena fenda.
me esconder.
Será que eu devo gritar?
Será que eu devo me calar?
Será que seria melhor parar de pensar?
Será que seria melhor parar pra pensar melhor?
Quero seguir o caminho da desconstrução. Já
conheço esses movimentos, já se integraram
no meu corpo. Por isso quero desconstruir, criar a partir
desses... mas como posso? Como ignorar essas
sensações, esses medos e desejos que surgem
com os movimentos? Como mudar? Como criar
a partir sem sentir?
Sem deixar com o que me move cresça?
Acho que quero gritar sim.
Acho que também devo me calar, talvez um
grito de silêncio.
Sim um grito de silêncio para que assim eu
possa encontrar uma pequena fenda.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Tenho andado muito longe,
lugares muito distantes, distante
de algumas ideias que me fazem
pensar de mais em alguns instantes.
Talvez esteja "me guardando pra quando
o carnaval chegar" e ele talvez nem chegue
mais.
Ando me perdendo e me encontrando
á cada embaralhada nas imagens do destino.
Hoje tive vontade de chorar e chorei, chorei
para poder aliviar alguma coisa presa dentro
de mim, os dias tem passado como dias bons,
dias de sol e mesmo assim sinto falta de sentir
alguma coisa.
Sinto falta de uma parte de mim que me da coragem
para levantar todas as vezes que caio, sinto um vazio
cortante invadindo minha solidão calada, sinto um leve
gosto de nada e a angustia de estar parada por alguns
instantes me incomoda. Quero encontrar esse sentimento,
esse sentido ou apenas um leve gosto doce.
lugares muito distantes, distante
de algumas ideias que me fazem
pensar de mais em alguns instantes.
Talvez esteja "me guardando pra quando
o carnaval chegar" e ele talvez nem chegue
mais.
Ando me perdendo e me encontrando
á cada embaralhada nas imagens do destino.
Hoje tive vontade de chorar e chorei, chorei
para poder aliviar alguma coisa presa dentro
de mim, os dias tem passado como dias bons,
dias de sol e mesmo assim sinto falta de sentir
alguma coisa.
Sinto falta de uma parte de mim que me da coragem
para levantar todas as vezes que caio, sinto um vazio
cortante invadindo minha solidão calada, sinto um leve
gosto de nada e a angustia de estar parada por alguns
instantes me incomoda. Quero encontrar esse sentimento,
esse sentido ou apenas um leve gosto doce.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Tentando buscar um estado de escrita...
Tentando me alinhar em outras linhas trans,
para que assim eu possa viver na escrita, com
a escrita.
Mais uma vez perco a vontade de escrivinhar
por ai.
Mais uma vez acho uma lacuna para que assim
possa escrita.
Escreverei para você algum dia desses.
Escreverei calada apenas para meus
olhos verem.
Importante é existir essas lacunas,
esse vaco entre o não querer e o querer
escrita.
Mesmo escrevendo ainda é difícil para o corpo
querer a escrita, me pergunto o por que de tantos
nãos, me canso, e canso de mente e corpo em constante
guerra minha.
Minha vontade de alguma coisa perdida, escondida.
Tentando me alinhar em outras linhas trans,
para que assim eu possa viver na escrita, com
a escrita.
Mais uma vez perco a vontade de escrivinhar
por ai.
Mais uma vez acho uma lacuna para que assim
possa escrita.
Escreverei para você algum dia desses.
Escreverei calada apenas para meus
olhos verem.
Importante é existir essas lacunas,
esse vaco entre o não querer e o querer
escrita.
Mesmo escrevendo ainda é difícil para o corpo
querer a escrita, me pergunto o por que de tantos
nãos, me canso, e canso de mente e corpo em constante
guerra minha.
Minha vontade de alguma coisa perdida, escondida.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Laços de fita cor de rosa amarrados em seus tornozelos.
Mãos delicadas e brancas, corpo nu deitado sobre o chão
frio, ela necessita de um pouco de ar, um pouco de vento
na cabeça.
Costas desenhadas, um desenho geométrico sem cor.
Um pouco de cor em seus lábios, olhos, seios, nuca... mãos
delicadas e brancas.
Em seu caderno escondido, guardado no peito, escreve suas
lembranças, suas memórias sujas e gloriosas, suas cartas nunca
enviadas e seus pensamentos jamais pronunciados.
Segredos e desejos dançando sobre o corpo nu estatelado no
chão gelado da sala.
Alguém quer fotografa-la sem saber seus desejos e sonhos secretos.
Alguém lá longe quer conhece-la.
Alguém aqui perto quer esquece-la.
E seus desejos, sonhos, cores escorridas e laços de fita?
Ninguém quer saber sobre o que ela pensa?
Esta invisível ou ninguém aqui sabe o que significa pensa?
Pensa, pende, penetra entra no peito nu que se colore
e volta a ser apenas nu.
Sem saber quais são os tons, os gostos
e desgostos que esconde esse corpo nu enlaçado de rosa cetim,
sala, chão frio, mãos brancas e delicadas ou corpo deitado
e um pouco de vento na cabeça, caderno escondido,
segredos e desejos.
Mãos delicadas e brancas, corpo nu deitado sobre o chão
frio, ela necessita de um pouco de ar, um pouco de vento
na cabeça.
Costas desenhadas, um desenho geométrico sem cor.
Um pouco de cor em seus lábios, olhos, seios, nuca... mãos
delicadas e brancas.
Em seu caderno escondido, guardado no peito, escreve suas
lembranças, suas memórias sujas e gloriosas, suas cartas nunca
enviadas e seus pensamentos jamais pronunciados.
Segredos e desejos dançando sobre o corpo nu estatelado no
chão gelado da sala.
Alguém quer fotografa-la sem saber seus desejos e sonhos secretos.
Alguém lá longe quer conhece-la.
Alguém aqui perto quer esquece-la.
E seus desejos, sonhos, cores escorridas e laços de fita?
Ninguém quer saber sobre o que ela pensa?
Esta invisível ou ninguém aqui sabe o que significa pensa?
Pensa, pende, penetra entra no peito nu que se colore
e volta a ser apenas nu.
Sem saber quais são os tons, os gostos
e desgostos que esconde esse corpo nu enlaçado de rosa cetim,
sala, chão frio, mãos brancas e delicadas ou corpo deitado
e um pouco de vento na cabeça, caderno escondido,
segredos e desejos.
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